Uma história de mais de um século

P

oucas empresas podem orgulhar-se de uma tão longa história, com raízes fundas que remontam aos inícios da industrialização do sector das bebidas, na segunda metade do século XIX. As origens da Unicer remetem-nos para o movimento dos industriais cervejeiros do Porto que fundaram, em 7 de Março de 1890, a CUFP - Companhia União Fabril Portuense das Fábricas de Cerveja e Bebidas Refrigerantes, uma sociedade anónima de responsabilidade limitada, dispondo de um capital inicial de 125 contos, com o objectivo de reunir capacidades financeiras e técnicas para desenvolver o seu sector de actividade. Das sete fábricas que se uniram nesse projeto, seis do Porto e uma de Ponte da Barca, algumas tinham já várias décadas de existência. Foram essas fábricas que iniciaram o abastecimento de cerveja nacional aos cafés e cervejarias do Porto, substituindo gradualmente a cerveja importada, numa época de mudança dos hábitos de consumo, sobretudo nos meios urbanos. Num país de tradições vinícolas, a cerveja passou de «bebida estranha» a «bebida da moda».No início, a CUFP começou a laborar nas fábricas da Rua Piedade e da Rua do Melo, em condições pouco mais que artesanais.

 

Empregava apenas 13 trabalhadores e produzia, essencialmente, cervejas, gasosas e gelo, em quantidades limitadas. Nessa altura, a produção de cerveja rondaria os 360 mil litros.



 

 



Os negócios da empresa estendiam-se ainda a outras bebidas alcoólicas, como licores, cognacs e aguardentes, vinhos e genebra. A gestão era feita diretamente por acionistas eleitos para o efeito e decorria num ambiente familiar. Desde então até à actual Unicer, mais de 120 anos de história contam uma persistente busca de renovação em todas as dimensões da atividade da empresa.



  • 1890
  • 1900
  • 1910
  • 1920
  • 1930
  • 1940
  • 1950
  • 1960
  • 1970
  • 1980
  • 1990
  • 2000
  • 2010
  • década

    1890

    Os anos 80 marcaram a passagem da Unicer E.P.
    a Unicer S.A., passando
    a empresa do sector público para o sector privado.

    1890

    A 7 de Março de 1890, como resultado da fusão de sete fábricas de cerveja, é constituída  por escritura pública no Porto, a Companhia União Fabril Portuense das Fábricas de Cerveja e Bebidas Refrigerantes, uma Sociedade Anónima que se popularizou através da sigla CUFP. Os estatutos foram publicados no Diário do Governo de 29 de Março e o seu capital era, inicialmente, de 125 contos de réis, repartidos por 1250 acções de cem mil réis cada.Um inquérito industrial de 1889 registava já a actividade da CUFP, na altura sediada na Rua do Mello, com um capital fixo de 7 contos de réis, 13 trabalhadores, uma produção de cerveja e gasosa de 90 mil dúzias e 4 mil litros de “licores e outras bebidas”. Segundo o mesmo inquérito, a facturação rondava os 9 contos e 200 mil réis.

  • década

    1900

    A primeira década do séc. XX pauta-se pela instalação na unidade da Fábrica da Piedade e pela renovação dos equipamentos.

    1900

    É aberto concurso para a admissão de novos mestres cervejeiros. Foi admitido um técnico alemão, com um vencimento de 350 marcos mensais (ao câmbio do último dia do mês) acrescido de um real por cada litro de cerveja vendida (acima dos 300 mil).

  • 1901

    O preço da cerveja desce devido à concorrência de outras bebidas e às irregularidades climatéricas. A produção chega a ser temporariamente suspensa, negociando-se em vão com as autoridades alfandegárias a possibilidade de não serem pagas as avenças do 1º semestre devido à actividade deficitária registada. Forma-se uma comissão para estudar a compra de um terreno para a construção de uma nova fábrica.

  • 1902

    É decidida a venda das instalações de Ponte da Barca, dos armazéns de vinho de Vila Nova de Gaia e de todo o ferro e cobre sem aplicação, como forma de obter fundos para a aquisição do terreno – por 8,5 contos de réis – junto da Fábrica da Piedade. O financiamento é obtido por hipoteca, tendo-se entrado com 6 contos em dinheiro e cinco letras de 500 mil réis pagas semestralmente, sem juros. O mestre cervejeiro alemão regressa ao seu país deixando por fazer a renovação do equipamento.

  • 1903

    É assinado um contrato de empreitada para as obras da Rua da Piedade, que arrancaram a meio do ano. Foi necessário comprar cerveja em Lisboa, no valor de três contos de réis, para responder a todos os pedidos. Para a CUFP ficava um lucro de 5%. As instalações da Rua do Mello são devolvidas ao senhorio, recebendo-se um conto de réis pelas benfeitorias nelas realizadas.

  • 1904

    Em Janeiro, foram concluídas as obras da Rua da Piedade, tendo o seu custo sido de 19.846$125. Procedeu-se à renovação do equipamento desta unidade e deu-se o regresso do mestre cervejeiro alemão. Os escritórios e a sede passam a localizar-se no n.º 140 da Rua da Piedade. É estudada pela primeira vez a introdução de esquemas de assistência aos “empregados inferiores”. O negócio do vinho é extinto por não ser compensador e os produtos armazenados nas Devesas são vendidos em conjunto, permitindo um encaixe de dois contos e 800 mil réis. No fim do ano a empresa apresentou um saldo líquido de 6.282$00. A avaliação do vasilhame foi de 15.978$595.

  • 1905

    As instalações de Ponte da Barca foram alienadas à Câmara local e o equipamento foi transferido para o Porto. No ano seguinte ficou decidida, “perante o bom andamento da Companhia”, uma gratificação aos empregados. O crescimento das vendas obrigou ao alargamento da adega. Foi recomendada a aquisição de uma nova máquina de fazer gelo e comprados mais 500 m2 de terreno para expandir as instalações. Em Setembro, as acções atingiram o seu valor nominal (60 mil réis), sendo vendidas as acções próprias em hasta pública. A receita foi de 1.474$635.

    1907

    É comprada uma nova caldeira para o fornecimento de energia, a um preço de 9.818$00, e um equipamento de arrefecimento para a água destinada aos refrigerantes.

  • 1908

    É montada a nova máquina de gelo, com capacidade para 18 mil quilos/dia. São vendidas uma máquina e duas caldeiras velhas por 800 mil réis. A Companhia Lind’s, fornecedora do equipamento abria uma linha de crédito entre 10 e 20 mil marcos. São arrendadas mais duas casas e uma quinta contígua à Fábrica para instalação dos cocheiros, cavalariças e oficinas.

    1909

    É criada uma comissão para fazer a reforma dos estatutos da empresa.

  • década

    1910

    A segunda década do séc. XX, é marcada pela inauguração da unidade da Fábrica Leão, a 20 de novembro de 1914.

    1910

    No ano da Instauração da República é celebrada uma entente com um grupo de investidores que pretendia construir uma fábrica concorrente. No âmbito desse acordo, o grupo económico que reunia 150 contos para investir, tomou 2.500 acções da Companhia, pagando de imediato 20% da quantia. Na sequência do negócio o capital é elevado para 300 contos.

  • 1911

    São reorganizados os serviços administrativos e os serviços fabris. É celebrada a escritura do terreno da Rua da Restauração e entregue à Câmara o projecto da nova fábrica.

    1912

    É iniciada a empreitada da nova unidade. O orçamento previa 22.702$00 para o pedreiro; 4.800$00 para o trolha; 6.300$00 para o carpinteiro e 673$00 para a pintura. É assinado, com uma empresa alemã, o contrato de fornecimento de equipamento para a nova fábrica por 55 contos e 250 mil réis. O imposto da cerveja sobe de 26,6 para os 30 réis e passa a ser pago após o fabrico na caldeira. Os lucros atingidos assemelham-se aos do ano anterior (46.664$250).

  • 1913

    Chegada de três técnicos alemães ao Porto para equiparem a nova unidade.

    1914

    As vendas são afectadas pelas irregularidades climatéricas. O capital social é desdobrado em partes iguais, tendo ficado a Fábrica da Piedade com 150 contos e a Fábrica Leão com o mesmo montante. Esta unidade é inaugurada a 20 de Novembro, passando a Companhia a deter duas fábricas em regime de concorrência. Os investimentos na nova unidade foram de 250 contos. Pretendia-se colocar em Marrocos a cerveja produzida por esta nova unidade. Lançou-se igualmente um empréstimo obrigacionista de 100 contos a 20 anos.

  • 1915

    É assinado um contrato de cedência, com duração de 20 anos, que prevê o exclusivo da montagem de fábricas de cerveja em Angola. As exportações para as colónias portuguesas atingiam o valor de 20.865$00. A Fábrica do Leão apresentava lucros de cinco contos.

    1916

    Por determinação governamental, os dois mestres cervejeiros são expulsos no ano de 1916. Um deles fixa, contudo, residência em Vigo, passando daí a fornecer todas as instruções necessárias ao fabrico da cerveja. É também decidido o encerramento da Fábrica do Leão e alugado, por 600 escudos/ano, um armazém na Rua Nova do Palácio. O preço das garrafas aumenta, havendo, no entanto, um stock de 130 mil garrafas ao antigo preço de 4 réis.

  • 1917

    Acentuam-se as dificuldades no abastecimento das matérias-primas, sendo autorizada a saída de uma encomenda de três mil sacos de malte de Inglaterra.

    1918

    É decidido o recurso ao malte espanhol e chegam os primeiros mil sacos ao país. Em meados do ano, é recepcionado o primeiro vagão de malte espanhol, chegando, até final do ano mais três um dos quais cedido a título de empréstimo à Fábrica Portugália de Lisboa. Em Agosto, a produção de gasosos paralisou por se ter esgotado o açúcar. Os tonéis da Fábrica do Leão são vendidos por 26.252$40 e os aparelhos eléctricos por 17.150$00. Finalmente, concretizou-se a aquisição de um edifício e terreno na Rua da Boavista, pertencentes à antiga Fábrica de Panificação.

  • 1919

    Uma encomenda de 130 toneladas de malte da Cruz Blanca de Santander salva, em 1919, a produção de cerveja. É importada igualmente de Espanha a cevada. Depois do Verão, volta-se a comprar a cevada alemã e em Setembro fica resolvida a questão do malte inglês. A venda dos armazéns do Palácio de Cristal rendeu a quantia de 6.200$00.

  • década

    1920

    Os anos 80 marcaram a passagem da Unicer E.P.
    a Unicer S.A., passando
    a empresa do sector público para o sector privado.

    1920

    Em Janeiro, chega a mão-de-obra feminina à CUFP, sendo admitidas algumas mulheres a título experimental. O seguro da Fábrica é elevado para 340 mil escudos, sendo distribuído por várias companhias. É também paga uma contribuição industrial de 20 mil escudos. A cevada e o lúpulo são taxados como artigos de luxo, mas os protestos da Companhia ajudam ao recuo do governo nesta matéria.
    É adquirida, em primeiro lugar, uma camioneta de mil quilos de carga e, pouco tempo depois, chegam mais dois camiões de menor tonelagem. Os resultados deste ano revelam-se animadores, já que as vendas cresceram 200% em relação ao ano anterior. É aprovado um novo projecto de estatutos. No fim do ano o capital é elevado de 300 para 900 contos, com a emissão de uma série de acções de 40 escudos.

  • 1921

    São compradas mais quatro casas contíguas à Fábrica da Piedade. É aprovado o pagamento de uma gratificação de 6 mil escudos a cada director.

    1922

    Devido às más condições climatéricas, as vendas sofreram uma quebra nos primeiros meses do ano, embora o resultado, no final do ano, tenha sido positivo. É adquirido mais um terreno nas traseiras da Fábrica da Piedade, para instalação de caldeiras.

  • 1923

    O capital da Empresa é, uma vez mais, aumentado, passando assim para os 2.100 contos, sendo emitidas acções ao portador. Das novas acções, 15 mil foram para os accionistas e as restantes 5 mil para os directores e demais funcionários. Em Abril, assiste-se à chegada de mais uma caldeira e é aprovada uma gratificação de 8 contos a cada director.

    1924

    São transferidas da Fábrica do Leão algumas máquinas ainda úteis. O decréscimo do poder de compra reflecte-se nas vendas da Companhia.

  • 1925

    Devido à situação desfavorável é distribuído um dividendo de 9$50 em vez dos 10$00 aprovados. É assinado, com a Fundição de Massarelos, um contrato de 22 contos para a execução de duas condutas para a caldeira a vapor, vinda da Fábrica do Leão. O exercício deste ano é encerrado com um saldo líquido de 469.926$53.

    1926

    Assiste-se à entrada das cerveja de Lisboa no mercado do Norte para concorrerem com a Christal. A Companhia participa na Exposição Industrial que se realizou em Outubro, no Palácio de Cristal e ganha o Grand Prix e três medalhas de ouro. É aprovado um novo aumento de capital para os 5.100 contos, representando 85 mil acções de 60 escudos. As novas acções são distribuídas pelos accionistas e por elementos da Direcção e Conselho Fiscal.

  • 1927

    É distribuída uma gratificação de seis meses de ordenado a todos os “empregados superiores” e admitido um mestre cervejeiro português. A 3 de Março deste ano é solicitado o Certificado de Registo da Marca Super Bock que acaba por ser emitido a 9 de Novembro.

    1928

    Os vencimentos da Direcção passam de dois para três contos.

  • 1929

    É assinado com a Fábrica de Moagens Victória um contrato de venda de água de mina por 6.500$00, que corre nos terrenos da Fábrica do Leão. Em Outubro é adquirido um automóvel novo, transformando-se o anterior em camioneta. Entra em funcionamento uma nova máquina de lavar garrafas que tem capacidade para 5 mil garrafas/hora. É assinado com a Companhia do Lindoso um contrato de electrificação de algumas máquinas que depois é alargado ao fornecimento de energia eléctrica. A produção de gelo aumenta de 20 para 40 toneladas diárias. O dividendo distribuído é o maior de sempre - 15 escudos por acção.

  • década

    1930

    A década de 30 teve início sob os efeitos da Grande Depressão, não impedindo, contudo, a introdução de novas marcas no mercado. É lançada a marca Super Bock e inicia-se a sua comercialização.

    1930

    São feitos importantes investimentos na renovação dos equipamentos. O preço da cerveja da CUFP é 30 centavos superior em cada meia garrafa às marcas de Lisboa e Coimbra. Porém a decisão da empresa foi não acompanhar a redução de preço dos concorrentes. No fim do ano as vendas registam uma quebra de mil contos e é negociado um acordo com as Fábricas de Lisboa e Coimbra, que foi assinado um ano mais tarde. Este acordo tinha fundamentalmente dois objectivos: respeito pelos preços praticados e permuta de informação de carácter técnico. Assiste-se à chegada de uma caldeira em segunda mão, vinda directamente da Alemanha, que custou 34 contoso.

  • 1931

    É assinado entre as Fábricas de cerveja um convénio para a constituição de um cartel, sendo a entente válida por um ano. Grandes frigoríficos são montados para dispensar o uso das máquinas a vapor. A recessão motivada pela crise leva à redução do horário de trabalho e à descida dos salários.

    1932

    Deram-se os primeiros investimentos da CUFP no mercado do Sul. O custo da cerveja aumentou cerca de 30% devido à subida do preço das matérias-primas, mantendo-se, contudo, o preço de venda ao público. Em cada litro produzido a margem de comercialização é reduzida em 1$50. Em Setembro desse ano, a Companhia participa na Exposição Industrial Portuguesa, em Lisboa, voltando a receber um Grand Prix. A facturação ultrapassa pela primeira vez os três mil contos.

  • 1933

    É negociado com a Câmara o trajecto de uma rua para a Júlio Dinis, cujo projecto atravessava inicialmente a unidade fabril inutilizando várias secções da empresa. As vendas registam aumentos apreciáveis e é lançada uma nova marca de refrigerantes, a Laranjada Invicta.

    1934

    Em Fevereiro de 1934, a CUFP marcou presença na Exposição Colonial do Porto. Neste ano celebrou-se também com a Câmara a escritura de troca de dois prédios, que a Companhia tinha junto à Fábrica, por um terreno em frente a esse edifício. É firmado um acordo comercial com a Sociedade Central de Cervejas que se constituiria nesse ano e na qual a CUFP não aceitou participar. Foi ainda apresentado um projecto para a reforma da Fábrica e a construção de um edifício em Júlio Dinis. O automóvel que tinha sido comprado em 1929 é vendido por se considerar desnecessário.

  • 1935

    Fica concluída a ampliação e reforma das adegas. É introduzido um novo regime de facturação através de talões especiais de venda.

    1936

    É iniciada a segunda fase do edifício de Júlio Dinis. A facturação ultrapassa, pela primeira vez, o milhão de litros de cerveja.

  • 1937

    É aprovada a proposta para reformulação dos estatutos, com a criação de um Conselho de Administração. Os accionistas são alertados para a invasão do mercado do Norte pelos produtos das Fábricas do Sul.

    1938

    É iniciada e concluída a 3ª fase das obras de Júlio Dinis e arrendado, em Lisboa, um armazém para a montagem de uma câmara frigorífica. É admitido um novo mestre cervejeiro alemão e, em Agosto, inaugurado, em Espinho, o primeiro bar próprio para divulgação das marcas da CUFP. Assina-se com a firma Harold & Co. o contrato de fornecimento do equipamento para o armazém de Lisboa. A marca Além Mar reforça a sua posição nas colónias. São lançandas a Zirta, uma cerveja morena entre a branca e a preta, e a Gasosa Invicta. Acorda-se com a Companhia de Benguela a venda de cerveja para Angola.

  • 1939

    Foram efectuados contactos com vários estabelecimentos de café com o objectivo de se montarem “câmaras de friagem” (câmaras frigoríficas ou de arrefecimento), para a venda exclusiva de cerveja da Companhia. Em Maio, entraram em funcionamento as instalações de Lisboa e, em Setembro, procedeu-se à encomenda de 50 toneladas de malte dinamarquês. Esta encomenda, juntamente com outra de 50 toneladas que existia em stock, garantiu a laboração da empresa até Abril. No final do ano um acordo celebrado com a Sociedade Central de Cervejas é denunciado e rompido por irregularidades da outra parte.

  • década

    1940

    A década de 40 assinala o cinquentenário da CUFP e uma nova presença da Companhia na Exposição do Mundo Português.

    1940

    No ano do cinquentenário da CUFP, é instalado um novo sistema de tanques de fermentação e arrendado outro armazém, em Lisboa, situado em Alcântara. É expandida a campanha de propaganda dos produtos na zona Sul. Em Julho, a CUFP volta a marcar presença na Exposição do Mundo Português. No mês seguinte, é recepcionada a primeira remessa de 50 toneladas de malte americano, tendo a sua importação sido caucionada com 20 mil acções próprias. É criada uma nova marca - a Nevália, que durou apenas durante a Segunda Grande Guerra, numa tentativa de preservar as outras marcas face à deficiente qualidade das matérias-primas.

  • 1941

    O mestre cervejeiro é demitido devido aos protestos dos clientes. A importação de mais 200 toneladas de malte americano é autorizada em Outubro. Uma malteria improvisada funcionava já nas instalações da Fábrica do Leão. Inicia-se, neste ano, o processo de reorganização dos Serviços de Contabilidade da Companhia e, para o mercado de exportação, é criada a cerveja Vitória que chega aos soldados aliados em Gibraltar e da qual são vendidas 2.500 caixas.

    1942

    Em Abril são recepcionados mais 100 toneladas de malte americano. Os refrigerantes sofrem um aumento de preço e, em Outubro, um lote de malte nacional permitiu a laboração da fábrica.

  • 1943

    O açúcar começa a escassear. Decide-se terminar com a distribuição por carroças. Dos quatro cocheiros ainda existentes só um acordou tirar a carta de condução e continuar na distribuição.

    1944

    Uma imposição legal obrigou as sociedades anónimas a incorporar os capitais de reserva no seu capital, passando o capital da CUFP de 5.100 para 6.375 contos. No final do ano, a situação quanto às matérias-primas é considerada tranquilizadora.

  • 1945

    Terminada a Segunda Grande Guerra, o contingente de açúcar mensal é aumentado para 17.500$00/kg. A comparação dos preços permitiu concluir que desde 1939 as matérias-primas subiram 200%. Assim, o malte passou de 2$50 para 6$00/kg; o lúpulo de 40$00 para 150$00; o quilo de açúcar subiu de 3$00 para 12$00; o salário médio de 8$00 para 20$00 ou 25$00; o custo das garrafas de $60 para 1$50. A contribuição industrial, paga em 1939, tinha também subido de 697.476$48 para 1.678.644$77. No mesmo período o preço da cerveja aumentou de 3$00 para 4$20/litro.

  • 1946

    É estudada a renovação de alguns equipamentos e a remodelação das instalações industriais. Em Dezembro, o preço da cerveja é novamente aumentado.

    1947

    É aprovada uma proposta de reforma dos estatutos e de aumento do capital. A alteração na estrutura accionista, com a compra de 51% do capital pela Sociedade Central de Cervejas ocorrida neste ano, leva ao adiamento da aplicação das deliberações. Neste ano entra ao serviço da CUFP o Sr. Engº João Talone que viria a ser responsável pelo ciclo de forte expansão e modernização da Empresa a partir dos anos 60 e responsável pela construção da nova fábrica.

  • 1948

    A fábrica sofreu uma remodelação, tendo as obras sido iniciadas pela adega. No Verão, a falta de gás carbónico, afectava a produção de refrigerantes. É batido o record da década em termos de facturação, atingindo-se o valor de 17.786.940$00.

    1949

    É aprovada a distribuição de um dividendo de 1$80 por acção. A produção e as vendas aumentaram no início do ano mas, no Verão, a falta de energia eléctrica condicionou o normal funcionamento da fábrica. A seca verificada nesse ano foi a grande responsável pelos cortes de energia. Subscrevem-se 6 mil acções no aumento de capital da CUCA - Companhia União de Cervejas de Angola - de 5 para 15 milhões de escudos, permitindo deter 9 mil acções representativas de 60% do capital.

  • década

    1950

    Em 1950, a CUFP detém uma importante participação na Companhia União de Cervejas de Angola, um mercado considerado estratégico já na altura.

    1950

    Verifica-se um aumento de capital da CUCA para 20 mil contos. A CUFP passa então a deter 12 mil acções. Os resultados brutos foram de 3.922.232$15.

  • 1951

    É alienada uma parte das acções próprias e a receita obtida é de 6 mil contos. As vendas de cerveja registaram uma quebra de 5% e os refrigerantes de 15%. O lucro obtido foi superior devido aos menores custos de produção conseguidos com a redução de mão-de-obra.

    O encerramento do depósito em Lisboa é concluído em meados do ano.

  • 1952

    Na Assembleia Geral é aprovado um aumento de capital, por incorporação de reservas até ao limite de 10 milhões e 200 mil escudos. São emitidas mais 85 mil acções de 60$00 (valor nominal). É aprovado um vasto plano de renovação tecnológica, depois de ter sido concluída uma primeira fase em meados do ano. O plano incluía uma nova sala de fermentação para 140 mil litros, a construção de um laboratório central e a instalação de equipamento para a recuperação de gás carbónico. O orçamento da segunda fase de reapetrechamento rondou os 10 milhões de escudos.

  • 1953

    É introduzido o planeamento trienal de gestão e é aprovado o aumento de capital para 20.400 contos

    1954

    É concluído o ciclo de renovação tecnológica e de diversas obras na Fábrica de Júlio Dinis onde, desde 1946, tinham sido investidos 17.666 contos.

  • 1955

    A produção de cerveja ultrapassa largamente os três milhões de litros. As receitas atingiram um novo record - 28 milhões de escudos. O crescimento registado é de quase 50%.

    1956

    É preparado o plano de reforma e ampliação das instalações fabris. A cantina entrou em funcionamento em Maio e o posto de primeiros socorros é inaugurado na Sede Social. São comprados dois terrenos para a construção de um bairro social destinado aos operários. Outros dois lotes de terreno são adquiridos junto à Quinta da Pena. A marca Invicta Cola vê o seu nome alterado para Invicta Negra. Regista-se ainda um crescimento acentuado na venda de refrigerantes, atribuído em parte à campanha publicitária em curso na Rádio e na Imprensa.

  • 1957

    Com o objectivo de divulgar as marcas da CUFP - Cristal, Super Bock, Invicta Negra, Invicta Cola, Além-Mar e Zirta - é inaugurada uma cervejaria situada num Edifício de Júlio Dinis, que rapidamente se tornou num sucesso comercial.

  • década

    1960

    A década de 60 ficou marcada pela mudança das instalações, tendo a CUFP começado a construção da nova unidade fabril na Via Norte, em Leça do Balio.

    1960

    É concluída a construção de uma esplanada na parte ajardinada da cervejaria de Júlio Dinis. A CUFP participa na constituição da Companhia de Iniciativas Económicas Ultramarinas - SARL, detendo 4.329 acções num capital de 20 mil contos. É estudada a transferência das instalações fabris para uma nova fábrica com capacidade de produção de 25 milhões de litros.

  • 1961

    É incorporada a NACEREL - Sociedade Nacional de Cervejas e Refrigerantes, dando cumprimento a um Despacho Governamental. Em Maio são iniciadas as negociações para a compra do terreno na Via Norte, tendo o valor final sido fixado nos 9 mil contos. Foi criado ainda neste ano um novo imposto de consumo de 1$50 por litro de cerveja e de $50 por garrafa de refrigerante.

  • 1962

    É concretizado o aumento de capital para 20.400 contos. É também preparado o lançamento de um empréstimo bancário na Suíça. Em meados do ano, iniciaram-se as obras da Fábrica da Via Norte, sendo o projecto da responsabilidade do Sr. Engº João Talone (na altura Administrador Delegado da CUFP), que concebeu e orientou directamente a implementação do mesmo. A parte arquitectónica foi desenvolvida pelo Sr. Arquitecto Arménio Loza.

    1963

    É decidida a compra de terrenos, no valor de dois mil contos, confinantes à nova fábrica para garantia da pureza das águas. Foi vendido por três mil contos o terreno do gaveto da Rua da Piedade com o Campo Alegre.

  • 1964

    É aprovada a distribuição de 12$50 por acção. O dia 13 de Março marcou a data da produção da 1ª cerveja preta na nova fábrica e, a 20 de Março, foi a vez da 1ª cerveja branca. A 6 de Junho a nova fábrica de Leça do Balio tem a sua 1ª visita oficial pelo Ministro da Economia. A 28 de Setembro, o próprio Presidente da República preside à cerimónia oficial de inauguração das novas instalações. A fábrica apresentava uma capacidade anual de produção de 25 milhões de litros e mensal que poderia atingir os 50 mil hectolitros. A unidade possuía 3 linhas de engarrafamento de 20 mil garrafas/hora cada. A fachada do edifício era de 400 metros com 110.000 m2 de área total, sendo 30.000 m2 destinados à parte industrial. O investimento total ultrapassou os 190 mil contos. As vendas de cerveja, neste ano, cresceram cerca de 32% em relação ao ano de 63, e os refrigerantes tiveram um crescimento na ordem dos 27%. Em Novembro, foi autorizado o aumento de capital dos 20.400 contos para 102 mil contos, por incorporação de reservas. Por cada 10 acções antigas, os accionistas receberam 3 acções de mil escudos. Foi ainda celebrado um contrato com um técnico americano para a concepção de novas embalagens para o mercado de exportação. O lucro obtido no final de 1964 foi de 6.499 contos.

  • 1965

    É criado o “Gabinete de Estudos João Talone” com a equipa que projectou a fábrica de Leça do Balio. Este gabinete tinha por âmbito de actuação o desenvolvimento de projectos de Fábricas de Cerveja, tendo a título de exemplo projectado a Fábrica da CUCA, em Nova Lisboa, e parte da fábrica de Vialonga da Sociedade Central de Cervejas Inaugurou-se o restaurante do pessoal e os serviços médico-sociais.É lançada uma nova marca de refrigerantes - Balila. Estudou-se também a designação a dar à cerveja de exportação para os Estados Unidos e entre os nomes propostos - Vasco da Gama e Telstar - preferiu-se a designação Da Gama. O novo símbolo da empresa é apresentado e, em Dezembro, é celebrado um contrato publicitário de 1.100 contos. As vendas de cerveja atingiam os 9.189.498 litros e os refrigerantes 5.443.560 garrafas vendidas.

  • 1966

    É criado o Gabinete de Exportação em associação com a Sociedade Central de Cervejas e vendidas as antigas instalações da Fábrica do Leão.

    1967

    A 8ª elevação do capital da empresa atingia o valor de 102 mil contos. É alugado o 1º computador para a secção dos serviços mecanográficos que veio substituir as máquinas existentes, insuficientes já para fazer face ao volume de trabalho.  É iniciada a exportação para Gibraltar e prevê-se também a exportação para os EUA. Prevê-se a substituição das grades de madeira por grades de plástico. O sistema de vendas é totalmente reorganizado, passando no Porto a ser feito por venda directa e na província por sociedades distribuidoras locais com a participação da CUFP.

  • 1968

    A Assembleia Geral aprovou novo aumento de capital (para 153 mil contos) por incorporação de reservas que foi concretizado no ano seguinte. A fábrica de Júlio Dinis começou a ser demolida.

    1969

    Em Julho é editado o primeiro número impresso do Boletim Interno, com editorial do Administrador, Sr. Engº António Fonseca. Procede-se à primeira ampliação de instalações. É inaugurada a sede do Centro de Cultura e Desporto e no final do ano é proferida pelo Presidente do Conselho de Administração, Sr. Engº João Talone, a Mensagem de Natal, aproveitando para anunciar a implementação de um inovador método de gestão: a Direcção Participativa por Objectivos.

  • década

    1970

    A década de 70 é marcada pela nacionalização do sector cervejeiro na sequência do 25 de Abril e pela transformação da CUFP em Unicer - União Cervejeira E.P.

    1970

    O 80º aniversário da empresa é celebrado com uma visita dos accionistas à fábrica. A Comissão Técnica participou na preparação do XII Congresso da European Brewery Convention (EBC). A 25 de Agosto completou-se o enchimento do 25º milhão de litros de cerveja, tornando esta data num marco histórico. São lançados no mercado dois novos produtos: um Ginger Ale e uma Água Tónica. A quota de mercado atingia nesta data 23,8%, estando, sobretudo, centrada nos mercados do Norte, zona da qual detínhamos 91% do mercado.

  • 1971

    É concluída a desmontagem da Fábrica de Júlio Dinis, ficando o local onde esta se encontrava destinado à construção de um edifício de 16 andares. A unidade de Leça do Balio sofreu obras de ampliação. Em apenas seis meses foram construídos edifícios e montados os equipamentos da central de vapor, central de frio, recuperação e enchimento de gás carbónico, cilindro-cónicas, cisternas e armazéns de vasilhame. Verifica-se igualmente a presença activa no Congresso da EBC, no Estoril, e no 1º Colóquio Cervejeiro Português organizado pela CUCA. É instalado no Centro Mecanográfico um novo computador GE 115 de 12K que substituiu o Gamma 10. Em Abril, a empresa recrutou para trabalhar com este equipamento a sua primeira programadora. Este ano foi ainda marcado pela aquisição da Empresa de Águas Alcalinas e Medicinais de Castelo de Vide.

  • 1972

    É inaugurada a 7 de Agosto a rede de distribuição Super Bock em Lisboa, com um entreposto próprio. A frota composta por 12 camionetas, cobria exclusivamente a área urbana da capital. A CUFP e as suas associadas – Empresa de Águas Alcalinas e Medicinais de Castelo de Vide e GELEX (Doces e Geleias da Casa de Mateus) – participaram na II Exposição Internacional de Alimentação, no Porto, com um pavilhão de 72 m2. No período da Feira o pessoal da GELEX visitou a unidade fabril da CUFP.

  • 1975

    Em 1975 o sector cervejeiro português foi nacionalizado por decisão do Movimento das Forças Armadas - MFA na sequência da revolução de 25 de Abril de 1974. Seguiu-se um período de reestruturação do sector.

  • 1977

    A 1 de Junho, o Conselho de Ministros decidiu criar duas empresas públicas para o sector cervejeiro e em 30 de Dezembro dava-se a transformação da CUFP em Unicer - União Cervejeira E.P. Esta resultou da fusão da CUFP com a COPEJA (localizada em Santarém) e com a IMPERIAL (localizada em Loulé) e ainda com a RICAL (fábrica de refrigerantes em Sta. Íria da Azóia). Esta nova sociedade ficou sediada nas instalações da ex-CUFP, em Leça do Balio. Durante este ano foram vendidos 550 mil hectolitros de cerveja e 180 mil de refrigerantes. Finalizou-se o estudo para a conclusão de linhas de enchimento com capacidade para 60 mil garrafas/hora. A CUFP participa no V Encontro de Técnicos Cervejeiros. As cervejas Cristal e Super Bock obtêm medalhas de ouro no concurso “Monde Selection de la Qualité”, que se realizou no Luxemburgo. Iniciou-se igualmente a comercialização dos pratos pré-cozinhados da marca Conviva, através da Divisão de Tecnologia Alimentar. Dá-se a expr opriação de um terreno em Vila Nova de Gaia com 59.680 m2 por 1.800 contos quando o seu real valor em balanço era de 5.900 contos. Os resultados correntes do exercício foram de 22 mil contos.

  • 1978

    É elaborado pela Unicer um plano de restruturação como forma de ultrapassar as dificuldades. A COPEJA e a IMPERIAL eram empresas jovens, com um grande passivo e elevadas dívidas ao Fisco. É dada continuidade ao investimento no sector dos refrigerantes visando atingir uma produção na ordem dos 42 milhões de litros/ano. É negociado um contrato com a United Breweries para a produção da marca Tuborg. O volume de cerveja vendida neste ano atingiu os 103 milhões de litros, enquanto que para os refrigerantes a cifra ficou pelos 30 milhões de litros. Os resultados do exercício foram negativos em 209 contos e no final do ano a Unicer empregava 1.872 trabalhadores, menos 50 do que as três empresas fundidas no ano anterior.

  • década

    1980

    Os anos 80 marcaram a passagem da Unicer E.P. a Unicer S.A., passando a empresa do sector público para o sector privado.

    1981

    Os resultados atingiram 146.603 contos. A facturação atingiu os 3,1 milhões de contos e a venda de cerveja chegou aos 138 milhões de litros. Obteve-se a consolidação do passivo bancário de 250 mil contos e foi recebida uma dotação de capital de 100 mil contos. Lançou-se uma nova linha de sumos diluídos - o Frutini. As marcas Super Bock, Cristal e Frisumo voltaram a ganhar medalhas de ouro no concurso “Monde Selection de la Qualité”. O plano de investimento sofreu uma redução substancial por intervenção da tutela ministerial.

  • 1982

    É autorizada a reavaliação dos activos da Empresa. Os capitais próprios passaram para 1,5 milhões de contos. As dotações recebidas do Estado desde 1970 foram de 413.500 contos. Foi decidido alargar a comercialização da Cristal a todo o país, tendo-se, no entanto, abandonado as marcas Clock e Marina. O contrato com a Canada Dry foi reformulado e reiniciou - se a fabricação dos produtos Spur Cola, Ginger Ale e Água Tónica desta marca. A produtividade continuou a crescer a um ritmo de 16% ao ano. Foram vendidos 1.026,7 hectolitros por trabalhador. A quota de mercado subia dos 40% para os 44,7% nas cervejas e nos refrigerantes situava-se nos 14,7%. Os resultados apurados foram de 52 mil contos.

  • 1984

    É a vez de Snappy ver a luz do dia. Foi emitido pela primeira vez um empréstimo obrigacionista, estando reservada a preferência de subscrição aos trabalhadores da empresa. Os investimentos feitos foram superiores a 700 mil contos. Equipou-se o laboratório central e instalou-se uma linha de enchimento de barris em Leça do Balio com uma capacidade para 240 barris/hora (numa primeira fase). Em Santarém, ampliaram-se as adegas e instalou-se uma linha de enchimento para barris com capacidade para 60 barris/hora. Em Loulé, é ampliada a sala de fabrico e são construídos silos de malte e gritz de milho.

  • 1985

    Atingiram-se os 48,7% de quota de mercado com 177,6 milhões de litros de cerveja vendidos. Iniciou-se a exportação de refrigerantes. Foram investidos 900 mil contos no reforço do parque de vasilhame, na instalação de um centro de desmineralização de água, no gerador de vapor de alta pressão e nas instalações sociais.

    1986

    A Unicer torna-se líder do mercado nacional cervejeiro com uma quota de 50,8% do mercado. É lançada uma nova marca estrangeira - a Löwenbrau. Este foi o melhor ano da Empresa, tendo os lucros atingido os 560 mil contos.

  • 1987

    São sentidas dificuldades em acompanhar o crescimento do consumo. As vendas de cerveja totalizaram 243,5 milhões de litros. A quota de mercado subiu para 51,8%. Também nos refrigerantes se verificaram rupturas no fornecimento devido à falta de capacidade de produção. Adquiriu-se a maioria do capital da Rical. Foi criado o Fundo de Pensões, dotando-o com 550 mil contos.

  • 1988

    É reforçada a liderança no mercado das cervejas e refrigerantes, aumentando a quota dos refrigerantes para 44,7%. As vendas, por trabalhador, ultrapassaram os 10 mil contos e a produção os 2.200 hectolitros. Em Julho, o Conselho de Ministros anunciou que a Unicer seria a primeira Empresa Pública a ser privatizada. É lançada uma campanha de Marketing para impor a imagem da Empresa e identificá-la com os seus produtos. A Empresa deixa de ser Empresa Pública sendo transformada em Sociedade Anónima de Capitais Públicos. No último ano antes da privatização, são vendidos 282,3 milhões de litros de cerveja e 44,5 milhões de litros de refrigerantes, facturando 16,9 milhões de contos, o que representa um resultado líquido de 897 mil contos.

  • 1989

    A 26 de Abril teve lugar na Bolsa de Valores do Porto a operação de privatização de 49% do capital. Foi a primeira privatização de uma Empresa Pública tendo o processo sido conduzido pelo Sr. Engº Mário Abreu, Presidente do Conselho de Gerência, com a colaboração do BPI. A 12 de Junho realizou-se a primeira Assembleia Geral com a presença do sector privado. Os accionistas eram mais de 11 mil e elegeram dois administradores. 

    É constituída a Maltibérica, da qual a Unicer é accionista maioritária, para a construção de uma malteria própria. É prestada assistência técnica em Angola, Moçambique e Guiné Bissau. Iniciou-se a instalação de uma nova linha de enchimento com capacidade para 100 mil garrafas/hora. Este ano, venderam-se 310 milhões de litros de cerveja e 50 milhões de litros em refrigerantes, tendo-se obtido o maior lucro da história (1,95 milhões de contos antes de impostos).

  • década

    1990

    A década de 90 é marcada pelo lançamento da Frutis e da FruTea (parceria com a Compal), dos vinhos da Vini (parceria com a Univin) e das águas Vitalis.

    1990

    O mercado cervejeiro regista um crescimento muito moderado (1,6%) comparativamente a igual período em 89. Com uma taxa de crescimento superior ao mercado (11,5%), a Unicer apresentou uma óptima performance. O final do ano ficaria marcado pela aquisição da quase totalidade da Rical. A 28 de Junho, a Unicer ficou totalmente entregue ao sector privado, depois do Estado Português ter alienado os restantes 51% do capital que detinha. Regressou, neste ano, o Sr. Engº Soares da Fonseca à Presidência do Conselho de Administração, por decisão dos accionistas. A 7 de Março são iniciadas as comemorações do Ano Centenário da Empresa.

  • 1991

    A 7 de Dezembro, a Unicer recebe o Troféu Internacional da Indústria - Cerveja, atribuído pelo Instituto International de Promotion et de Prestige, organismo não governamental filiado na UNESCO.

  • 1992

    É o primeiro ano de vigência da nova estrutura organizativa da Empresa. Foi um ano marcado por uma quebra sistemática do consumo relativamente aos meses homólogos de 1991, devido a um forte agravamento da carga fiscal a qual teve início em Março - o IVA passou de 8% para 16% e o Imposto Especial de Consumo (IEC) de 21$00 para 24$00/litro. Em Abril, a Unicer iniciou a produção e comercialização da marca Carlsberg. Apesar da retracção do mercado, a Unicer aumentou a sua quota de mercado interno no segmento das cervejas, tendo passado dos 54% para os 56,1%. Duas novas cervejas foram lançadas: a Nautic Light, lançada em Maio, destinada a cobrir o mercado das cervejas de baixas calorias e a Cheers, lançada em Dezembro, destinada a um mercado em forte expansão que é o das cervejas sem álcool.

  • 1993

    Também conhecido como “Ano do Desafio” (assim denominado pela Administração face ao desafio que era para a Empresa a consolidação da sua posição no mercado após um período de grande crescimento), 1993 foi caracterizado por um crescimento moderado apesar dos sinais de desaceleração económica. O investimento nas áreas de Marketing e Vendas é reforçado, e são lançadas três inovações: a Cristal de abertura fácil, a nova garrafa de tara perdida Super Bock e a Tuborg Natal. A 29 de Outubro é assinado um protocolo com a Secretaria de Estado da Cultura e com o Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico (IPPAR), ao abrigo da Lei do Mecenato, para o financiamento das obras de conservação e restauro do Mosteiro de Leça do Balio.

  • 1994

    Acompanhando a recuperação económica internacional, este foi também para Portugal um ano de recuperação, embora esta não tivesse reflexos no sector cervejeiro, que continuou sobrecarregado com 26$50/litro só em Imposto Especial de Consumo (IEC). Acentuou-se, ainda, a expansão do comércio organizado e sua respectiva concentração, desenvolvendo-se as lojas de conveniência e “hard discount”. É apresentada a cerveja irlandesa Guinness e lançada a Tuborg 7.2º. A 2 de Agosto, verificou-se um novo aumento do capital social da Empresa de 9.5 para 19.5 milhões de contos, por incorporação de reservas. Dando continuidade à sua política de mecenato, a 11 de Setembro, é assinado com o IPPAR um protocolo para financiar as obras de valorização da Igreja de S. João de Alporão, tendo patrocinado ainda a Exposição “S. João de Alporão: na História, na Arte e na Museologia”, em Santarém.

  • 1995

    Com o mercado das cervejas a crescer pela primeira vez desde 1990, a Unicer conseguiu fechar o ano de 1995 com uma taxa superior à do mercado, reforçando assim a sua posição de empresa líder do sector. No mercado dos refrigerantes, foi apresentada a nova marca Frutis e relançada a gama de produtos Rical. É também de registar o reforço da água Vitalis, num mercado que regista um crescimento acelerado, com um consumo per capita de 51 litros por habitante/ano. Aproveitando o sucesso a nível nacional, a Unicer iniciou um trabalho de desenvolvimento nos mercados externos, nomeadamente junto das comunidades portuguesas residentes no estrangeiro, enquanto que no mercado nacional diversificou a sua oferta através da criação de novos produtos, como o Vini, um vinho produzido em parceria com a Univin.

  • 1996

    É desenvolvido e lançado com a Compal uma nova marca de Iced Tea - o Fru&Tea. O apoio às marcas Unicer manteve-se nesse ano, sendo de destacar o Festival de Vilar de Mouros; o Festival Super Bock Super Rock; o apoio da Super Bock a um participante na Regata “Round the World Rally-Expo 98” e as actividades decorrentes do patrocínio da marca Carlsberg ao EURO 96. Significativo esforço foi também dedicado à protecção do meio ambiente, visando reduzir os recursos consumidos e a poluição.

  • 1997

    Foi um ano de crescimento económico relevante, com notáveis melhorias nas variáveis macro - económicas estabelecidas como critérios de adesão à UEM (União Económica Monetária). Foram constituídas as sociedades de distribuição Rotadouro e Servitagus, modernizados os sistemas de informação/racionalização produtiva e desenvolvida a adequação aos requisitos legais em matéria de ambiente. Foram introduzidos novos produtos e novas embalagens, de que se destacam o Guaraná Brahma e o Byte. 

    É também neste ano que é alterado o logótipo da Unicer como resposta à necessidade de transmitir a ideia de empresa que produz uma gama alargada de bebidas. No novo logotipo pode ser encontrada a imagem de um copo – que traduz o conceito de líder do mercado das bebidas e uma esfera – que representa visualmente o globo terrestre e que pode ser associada ao universo dos consumidores Unicer, bem como ao alargar dos horizontes da empresa. A interligação dos dois elementos resulta numa estilização da letra “U”, primeira letra do nome da empresa, a que é atribuída uma imagem de solidez e confiança no futuro.

  • 1998

    Depois de exaustivos estudos de mercado, a Unicer desenvolveu um conceito inovador de cerveja: a Cool Beer. Com a abertura, a 22 de Maio, da última Exposição Mundial do século XX - a EXPO 98, a Unicer dá a conhecer ao mundo as suas marcas, nomeadamente Super Bock e Vitalis - patrocinadores oficiais deste evento. Mostrou também uma das maiores atracções da Exposição - o Pavilhão da Água, que foi visitado por 1,1 milhões de pessoas e que no final do ano foi oferecido ao Município do Porto, para ser montado no Parque da Cidade. Os lucros líquidos atingiram os 4,1 milhões de contos, representando um aumento de 70,9% face a 1997. As vendas líquidas foram na ordem dos 52,5 milhões de contos, o que constituiu um aumento de 5 milhões de contos face a 97..

  • 1999

    Dando seguimento à actividade iniciada com a Expo’98, Super Bock patrocinou, em 1999, uma série de programas de festas, concertos e concursos, adoptando o tema “Super Bock, Cerveja Oficial do ano 2000”. A 1 de Janeiro, é decidido pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a passagem da cotação em bolsa da Unicer de escudos para euros, passando o capital social da Empresa para 97.500.000 euros. A marca Carlsberg é relançada, segundo o alinhamento internacional.

  • década

    2000

    Na primeira década do séc. XXI, passa a designar-se Unicer, Bebidas de Portugal SA ao adquirir o Grupo Vidago, Melgaço e Pedras Salgadas (VMPS) e a Caféeira.

    2000

    A Assembleia Geral de 31 de Maio ficou marcada pelo “passar de testemunho” do Sr. Eng. Soares da Fonseca ao Sr. Eng. Ferreira De Oliveira, vindo da Petrogal, terminando assim um longo período de ligação do Sr. Eng. Soares da Fonseca à Unicer, inicialmente como membro do Conselho de Gerência e depois como Presidente do Conselho de Administração, lugar que ocupava desde a privatização da Unicer em 1989. A Unicer demonstrou uma vez mais ser pioneira na associação aos grandes acontecimentos nacionais. Desta vez, associou-se ao “Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura”, o maior evento nacional deste milénio. Com um volume em vendas de 503,3 milhões de litros no ano de 1999, a Unicer conseguiu ultrapassar a “barreira” dos 500 milhões de litros, um acontecimento histórico que prova que a Unicer está preparada para enfrentar os desafios do futuro.

  • 2001

    A 1 de Janeiro, a Unicer sofre mais uma alteração, passando agora a designar-se Unicer – Bebidas de Portugal, S.A. Com esta mudança pretendeu-se deixar a associação a empresa cervejeira com actividades complementares noutros segmentos do mercado das bebidas, para se afirmar como uma empresa de bebidas. Com uma indiscutível liderança e competência no sector das cervejas, ambiciona estar entre as melhores empresas que, no nosso país, operam nos sectores das águas, refrigerantes, vinhos e cafés. 

    Esta nova fase de crescimento é sustentada por uma nova estrutura organizacional, contemplando um conjunto de Funções Corporativas que integram e promovem a estratégia de desenvolvimento do grupo e por Unidades de Negócio. Foi criada a assinatura “Entre os nossos sonhos e os vossos sorrisos”, que traduz a forma como queremos construir o futuro do nosso Grupo.

  • 2002

    É constituída a Unicer – Bebidas de Portugal, SGPS, S.A. Nos primeiros meses do ano, foi também adquirido o Grupo Vidago, Melgaço e Pedras Salgadas (VMPS) e a totalidade do capital da Caféeira. Estas aquisições vêm no seguimento do plano estratégico da Unicer, visando alcançar uma posição de destaque no mercado das bebidas na Península Ibérica. Neste ano é lançada a marca Frutis Natura, permitindo à Unicer entrar no segmento dos sumos 100% e néctares. O lançamento da Cheers Ruiva, em Outubro, torna a Unicer na 1ª empresa de bebidas a ter no seu portfólio três tipos de cerveja no mercado das cervejas sem álcool. Em Dezembro, com a certificação da Cerveja Super Bock, deu-se mais um passo rumo à satisfação dos consumidores de bebidas. O lançamento de Vinha de Mazouco vem no seguimento da estratégia delineada para o negócio dos Vinhos. O objectivo é a criação de uma carta de vinhos que, ao incluir produtos das várias regiões vitivinícolas do país, vá ao encontro das diferentes preferências e necessidades de consumo. No âmbito da estratégia de desenvolvimento de negócios no mercado espanhol, a Unicer dá início à implementação de uma rede de distribuição que se estende às comunidades autónomas de maior concentração de consumo – Madrid, Valência, Galiza e Andaluzia.

  • 2003

    Realizado no final de Janeiro de 2003, o encontro ”Dois Países Um Mercado” (envolvendo diversos distribuidores espanhóis e responsáveis do Grupo Unicer), reflecte um passo mais no sentido de tornar a Península Ibérica no mercado natural de expansão da Unicer. A 19 de Fevereiro a Unicer provou, uma vez mais, estar atenta aos gostos e exigências dos consumidores de bebidas. Lançou Super Bock Stout, a cerveja preta especial da Super Bock. No segmento dos Sumos e Refrigerantes, procedeu-se ao relançamento da marca Snappy, incluindo a renovação de imagem e novas variedades: Lima-Limão, Cola, Água Tónica e Ginger Ale. Em Junho, apresentou Frutea Green Tea, uma inovação no segmento de Ice Tea que combina, de forma original e diferenciadora, o sabor refrescante da fruta com o chá verde. Um mês depois, ocorre o lançamento de Planura e, mais tarde, o lançamento de Vinha de Mazouco, reiterando assim o compromisso da Unicer em criar uma carta de vinhos representativa das principais regiões vinícolas nacionais.  

  • 2006

    Exportando cerca de 117 milhões de litros de cerveja e 23 milhões de litros de água dos quais 73% e 80%, respetivamente, para o mercado angolano, as marcas da Unicer estão presentes em mais de trinta países.
    É concluída uma instalação-piloto de maltagem, no âmbito do «Projecto CEVALTE» visando a melhoria contínua das variedades de cevada Premium.
    São lançadas, a Super Bock Mini, exclusivamente com malte de cevada nacional, e a Super Bock Abadia, uma cerveja artesanal. É ainda lançada no mercado a Decider, a primeira sidra portuguesa.
    Com a saída de Manuel Ferreira de Oliveira, é introduzido um novo modelo de governação, baseado na divisão de funções. A coordenação do Conselho continua a competir ao seu Presidente, agora Manuel Violas, a liderança operacional passa a ser desempenhada pelo presidente da Comissão Executiva, cargo que é confiado a António de Magalhães Pires de Lima.
    O Conselho de Administração aprova uma reorientação estratégica, a desenvolver no triénio 2007-2009,que contempla: centragem no core business; simplificação da estrutura organizacional; e maior aposta nos recursos humanos.

  • 2007

    Em Março, é encerrado o pólo industrial de Vidago, com o desenvolvimento do projecto «Aquanattur», sendo o engarrafamento da água Vidago transferido para a unidade de Pedras Salgadas, que beneficia de investimentos de modernização e de expansão. Em Outubro, é encerrada a fábrica de Loulé, concentrando-se toda a produção de cerveja nas unidades de Leça do Balio e Santarém.
    Na fábrica da Maltibérica investem-se 1,8 milhões de euros, em especial na Central de Cogeração que entra em funcionamento no segundo trimestre do ano.
    É lançado o primeiro Barril Tara Perdida, no final de 2007, este sistema é utilizado em mais de 3.000 pontos de venda. São lançadas quatro novas cervejas— a Super Bock Sem Álcool Branca, a Super Bock Sem Álcool Preta, a Super Bock Sem Álcool Pêssego e a Super Bock Sem Álcool Limão.
    Arranca um projecto transversal a toda a empresa de redefinição das linhas de orientação para o desenvolvimento sustentável, simultaneamente integrado na estratégia de negócio da Unicer. É remodelada a ETAR do Centro de Produção de Leça do Balio, com benefícios significativos no processo de tratamento das águas residuais.

  • 2008

    É instalada, em Leça do Balio, uma fábrica de cerveja, para produção de cervejas, com características especiais. São aí criadas, em 2008, as Super Bock Abadia gourmet — a Gold e a Rubi —, bem como a «Cerveja de Autor», assinada por António Augusto Ferreira.
    A Unicer ocupa a oitava posição no ranking das empresas que mais investem em inovação (apesar de ocupar o 50.º lugar em facturação), ocupando a primeira posição no sector da cerveja e das águas.
    Consolida-se o programa Logex, com a integração e reestruturação das plataformas logísticas da Unicer.
    É modernizada a imagem tradicional da garrafa de 33 cl da Super Bock, inalterada desde há quase quatro décadas.
    As marcas de café da Unicer, Bogani e Caféeira, ultrapassam um volume de vendas de mil toneladas.
    A Unicer colabora com a COTEC na criação do «Prémio Produto Inovação»
    São iniciados processos de certificação ambiental para os centros de produção, tendo em conta os princípios de Gestão Ambiental da empresa.

  • 2009

    A Unicer adota um sistema integrado de gestão dos recursos humanos, introduzindo um novo modelo de avaliação de desempenho dos colaboradores, designado por RUMO.
    A Maltibérica inicia o «Trace», um projecto pioneiro de rastreabilidade do malte cervejeiro.
    É lançada a Super Bock Mini Pull-Off, uma mini de abertura fácil, que atinge um grande sucesso logo no ano de lançamento. Nesse Verão, é comercializada uma edição limitada de Super Bock Verão, mais leve e refrescante.
    A Água das Pedras reforça o seu prestígio internacional, sendo a primeira marca portuguesa de águas a receber o ITKY (Superior Taste Award).
    É relançada a Vidago como marca Premium, com uma nova garrafa de design sofisticado, associada ao prestígio do renovado Vidago Palace Hotel.
    Em Novembro, a Unicer assina as cartas de compromisso promovidas pela APAN e pela FIPA — «Publicidade dirigida a Crianças», «Reformulação Nutricional e Informação aos Consumidores» —, visando a promoção de estilos de vidas mais saudáveis e o combate a maus hábitos alimentares, bem como a não utilização de publicidade a géneros alimentares destinados a crianças com idades inferiores a 12 anos.

  • 2010

    O novo modelo de avaliação de desempenho RUMO estende-se a todas as áreas da empresa, a par do lançamento do Portal do Colaborador.
    Sob a designação «Saca Fácil», torna-se muito popular no mercado angolano a Super Bock Mini Pull-Off.
    No Verão, é reaberto o sumptuoso Vidago Palace, inaugurado oficialmente na data do seu centenário, a 6 de Outubro.
    Em colaboração com a Logoplaste, a Unicer lança o projecto «Lightweight», para criação de novas garrafas PET, as mais leves do país, para as águas Vitalis e Caramulo (cerca de 145 milhões de garrafas colocadas no mercado nesse ano, representando uma redução anual de consumo de PET da ordem das 200 toneladas). O design destas novas garrafas, é reconhecido pelo Biomimicry Institute como um caso de sucesso da aplicação da ciência.
    Desde Dezembro, a Unicer tem um sistema de gestão ambiental certificado, com base na norma ISO 14001, como elemento essencial da estratégia de sustentabilidade da empresa.

  • 2011

    No sector das bebidas, os consumos conhecem as maiores baixas das últimas três décadas. No principal negócio da Unicer, a cerveja, o mercado nacional retrai-se 7% em 2011.
    As exportações da Unicer, sobretudo de cerveja, aumentam muito o seu peso, em volume e em valor, nos negócios da empresa.
    Em Março, a Unicer inicia o projecto Identity, de renovação da identidade da marca Super Bock, em parceria com uma nova agência, a Euro RSCG. É lançado o slogan «A Vida é Super», adoptado em todas as peças de publicidade e de comunicação com os consumidores, a par de um reforço da sua presença nas redes digitais.
    A marca Pedras comemora 140 anos. A Unicer lança em edição especial uma nova garrafa e promove a publicação do livro “140 anos. Uma marca com vida”.
    Em Abril, a Unicer lança em Portugal uma nova marca de sidra, a Somersby, criada três anos antes pela dinamarquesa Carlsberg.
    A Unicer alarga a experiência realizada nas escolas de Miragaia, estabelecendo também parcerias com os Agrupamentos de Escolas e as entidades locais de S. Mamede de Infesta e de Castelo de Vide.

  • 2012

    É iniciada a construção da nova fábrica de Leça, permitindo concentrar toda a produção de cerveja da Unicer, com uma capacidade de 450 milhões de litros.
    É demolido o velho Hotel Avelames e criado o Pedras Salgadas Spa & Nature Park, com a construção de um eco-resort composto por eco-houses, da autoria do arquitecto Luís Rebelo Andrade.
    A produtividade da Unicer situa-se em 315 mil euros de vendas por trabalhador. A 31 de Dezembro, a Unicer emprega 1.481 trabalhadores.
    A Unicer exporta mais de 220 milhões de litros, mais de 40% do total da cerveja que produz.
    O desenvolvimento das acções de voluntariado conduz à estruturação de um programa de voluntariado empresarial, sob a designação «Sentido Unicer», com a formação de uma Bolsa de Voluntariado.
    São alcançadas já em 2012 as metas de ecoeficiência que tinham sido previstas para 2013, reflectindo o êxito da política de gestão ambiental da Unicer, nas suas três vertentes: promoção da prevenção e controlo integrados da poluição; promoção da ecoeficiência de processos e produtos; minimização de impactos ambientais e valorização de resíduos.

  • 2013

    Em Março, é encerrado o centro de produção de cerveja de Santarém, mantendo-se aí apenas o fabrico de refrigerantes(com 110-120 postos de trabalho). A cessação do fabrico de cerveja em Santarém integra-se no processo de concentração, expansão e modernização da unidade de Leça do Balio (Projeto «Masterplan»).
    A 23 de Julho, é inaugurada a segunda fase do projecto Pedras Salgadas Spa & Nature Park, além da remodelação do edifício do Casino, transformado num centro polivalente para diversos eventos (congressos, festas, etc.).
    Em Julho, António Pires de Lima deixa a presidência da Comissão Executiva da Unicer, por ter sido nomeado para Ministro da Economia. O Conselho de Administração da Unicer nomeia João Miguel Ventura Rego Abecasis para Presidente da Comissão Executiva e Rui Lopes Ferreira para Vice-Presidente.
    Avançam a bom ritmo as obras de construção da nova fábrica de Leça do Balio, estando concluída a fase de renovação e expansão das linhas de enchimento, prevendo-se concluir em 2013 um novo edifício dos serviços administrativos, concentrando os colaboradores desta área num só espaço. O investimento total eleva-se a cerca de 100 milhões de euros.

  • 2014

    Em Setembro a Unicer celebrou 50 anos em Leça do Balio com a inauguração do novo edifício-sede e do Centro de Produção. A cerimónia de inauguração oficial contou com a presença de António Pires de Lima, ministro da Economia. Neste momento, as quatro linhas de enchimento de garrafas têm uma capacidade de, aproximadamente, 240 mil garrafas/hora e a linha de barril assegura o enchimento de cerca de 500 barris/hora. A nova sede da empresa centraliza todas as áreas de apoio ao negócio, passando a existir um único edifício administrativo, o que agiliza as operações e o contato entre as várias equipas. Nesta obra, a sustentabilidade foi uma das grandes preocupações. O investimento em Leça permitiu alcançar indicadores muito positivos na nova unidade de produção e enchimento: uma redução de 23% no consumo de energia elétrica; de 12% no consumo de água; e de 34% no consumo de energia térmica. Já o novo edifício tem em curso o processo de obtenção da certificação LEED, uma normativa que vai ao encontro de um conjunto de critérios de conceção, construção e operacionalidade de edifícios de um modo ambientalmente sustentável. Traduz-se na melhoria de indicadores como o consumo de energia, qualidade da atmosfera e do ar, eficiência no uso de água, a inovação na conceção, entre outros.

  • 2015

    O ano 2015 fica marcado pela comemoração dos 125 anos da Unicer. A apresentação da obra “Unicer, uma longa história” marcou o início das comemorações. Ao longo de mais de 1000 páginas, obra, da autoria do professor catedrático Gaspar Martins Pereira e com prefácio do jornalista Júlio Magalhães, espelha a trajetória secular desta que é, hoje, a maior empresa portuguesa de bebidas. A 7 de Março, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, preside à cerimónia oficial dos 125 anos da Unicer e visita o novo complexo industrial da cervejeira nacional, obra que envolveu um dos maiores investimentos da sua história, superior a 100 milhões de euros. O Chefe de Estado preside à inauguração do novo armazém logístico, assinalando a conclusão das intervenções de modernização da unidade de Leça do Balio. Em Outubro é ainda inaugurada a Casa da Cerveja, o novo centro de visitas da Unicer, que proporciona uma experiência única no país, onde curiosos e apreciadores de cerveja, portugueses e estrangeiros, podem ficar a conhecer melhor este universo e a evolução da principal marca de cerveja em Portugal, a Super Bock, que nasceu em 1927.